Quero me digas tuas noites breves;
As febres e as donzelas
Que ao fogo de viver murchaste ao peito!
Ergue-te um pouco da mortalha branca,
Acorda, Don Juan!
Que amor, que sonhos no febril passado!
Que tantas ilusões no amor ardente
E que pálidas faces de donzela
Que por mim desmaiaram docemente!
Eu era o vendaval que às flores puras
Do amor nas manhãs o lábio abria!
Se murchei-as depois - é que espedaça
As flores da montanha a ventania!