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Sinto-me à deriva, como uma folha ao vento.
Sinto-me sem rumo, não sei para onde vou, não sei se quero ir.
Há dias em que me apetece simplesmente desistir, e vou desistindo aos poucos deixando-me ir, como o musgo ao sabor da maré, desamparada, desordenada.
Preciso de emoções como alimento. Deixei-me chorar esta ausência de agitação, deixei-me chorar esta deriva, que eu esgotei os devaneios e esta realidade tortura-me. Deixei-me assim que eu dispenso definições e rótulos e nunca sou o que pensam de mim.
Deixei-me assim, que eu prefiro sofrer a ter pouco com que me encante .
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