eternabusca Rio de Janeiro - RJ
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Ele explicita o problema: "É preconceito contra pobre, contra o Terceiro Mundo. Se você tem uma cara de quem não comeu bem, você é problema, independente de ter superado o problema".
Mas mostra conhecer soluções, também: "Quando fizeram estupidez comigo na Inglaterra, falei que só voltava à la João Gilberto. Vocês não são Primeiro Mundo, o que é isso? Só volto na condição de João Gilberto, o mito, o mitão. Aí eles se desculparam, armaram tudo, e eu voltei".
Os mitos não parecem intimidar Seu Jorge. Ele diz amar e colecionar Chico Buarque, mas não economiza crítica e ironia: "Nunca ouvi dizer que Chico já tenha botado o pé numa favela para fazer concerto nem filantropia. A única vez que ouvi falar que ele foi nalguma comunidade foi na Mangueira, que é o palácio do samba, ar condicionado, manobrista na porta, assessoria de um rei. Está certo, tem que tirar onda, ocupar ali a cadeira da MPB, que, dentro da sua equivalência, parece ser maior que o samba".
Seu Jorge é primo do sambista Dudu Nobre e diz que sofre para explicar no exterior que música brasileira não é só bossa nova e que sua raiz vem de Roberto Ribeiro e Jovelina Pérola Negra, não de Tom Jobim e Caetano Veloso.
Pra quem curtiu o som, e quer baixar, tá aí:
www.sagatiba.com
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