Esta sou eu,tal qual resultei depois de 21 anos de existência,e acrescente aí persistência.Talvez por isso eu me sinta tão cansada de tudo,talvez por isso eu pense sempre em acabar com tudo.Estar sozinha assusta a muita gente.O que me assusta é quando estou rodeada de gente,especialmente de um punhado que só me elogia.Tenho medo de pessoas e do que pensam e não dizem,daquilo que escondem a todo custo nos seus corações.Talvez seja fruto da minha natureza desconfiada.Talvez seja porque eu já ganhei umas tantas decepções.Mas estar sozinha não me assusta.Pensar na minha vida ,em como serão os meus dias é um bom exercício de reflexão.E refletir talvez seja o meu maior pecado.Pensar demais em tudo,fazer cálculos como um engenheiro que busca mais perfeita precisão.E,pasme,nem de calcular muito eu gosto,porque a mim isso parece frio demais.Gosto mais de palavras,do que de números.Gosto mais do poder oculto que existe em uma única sílaba,um poder que muitos usam,e pouquíssimos sabem que existe,e mesmo sabendo de sua existência serão incapazes de entender.Contudo,continuo a buscar a tal precisão.Ou melhor,perfeita precisão.É possível que eu alcance a precisão,que eu consiga ser suficientemente fria ao ponto de enxergar com os olhos da racionalidade que a vida é como é,e eu não tenho o direito de questionar ou reclamar dos caminhos que me são impostos,por mais tortos que sejam.Quanto a perfeição,nesta eu claramente deixo a desejar,posto que nem santa eu poderia ser.Já fiz um esboço de mim,algumas vezes vou até me confessar.Mas não vou pedir que você volte,a decisão é sua,e eu não interfiro mais na vida de ninguém.